Ministério da Saúde pede análise para incluir canetas emagrecedoras no SUS
Pasta solicita análise para incorporar remédios contra obesidade na rede pública; queda de preços e aumento da concorrência podem viabilizar a medida

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
O Ministério da Saúde anunciou, em setembro, que irá avaliar a inclusão das populares "canetas emagrecedoras" no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca oferecer o tratamento para pacientes com obesidade na rede pública, após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).
A iniciativa ganha força com a queda nos preços desses medicamentos, impulsionada pelo aumento da concorrência. A pasta tem articulado com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar o registro de produtos similares, o que já posiciona o Brasil entre os países com alta diversidade de opções.
A medida responde ao avanço da obesidade no país, condição cuja prevalência tem crescido significativamente nas últimas décadas. O cenário aumenta a necessidade de tratamentos de longo prazo e gera impactos na qualidade de vida e nos gastos do sistema de saúde.
A proposta tem respaldo em um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda o uso de terapias baseadas em GLP-1, como as canetas, para o tratamento da obesidade. A OMS destaca a importância do acesso justo a esses medicamentos para não agravar as desigualdades na saúde.
Quais remédios podem entrar no SUS
A avaliação do ministério deve focar em medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida. Ambos são princípios ativos que não possuem mais proteção de patente, o que facilita a produção de genéricos e tende a reduzir os custos para o governo.
Atualmente, 14 canetas emagrecedoras já foram registradas no Brasil. Esse movimento, que inclui versões produzidas nacionalmente, é resultado da estratégia de fomento do Ministério da Saúde e da Anvisa para aumentar a concorrência.
Paralelamente, o ministério conduz estudos sobre o uso desses medicamentos em pacientes do SUS com obesidade. A pesquisa, denominada Real-Bari, é realizada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), para avaliar a eficácia e a segurança em um cenário real de atendimento público.
Caso a incorporação seja aprovada, o acesso ao tratamento no SUS terá critérios clínicos bem definidos. O objetivo é concentrar o uso nos pacientes em que o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes para a saúde, além de reduzir complicações e a necessidade de procedimentos mais complexos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.










