MEC anuncia repasse para reconstrução de prédio atingido por incêndio na UFPE
Nova estrutura terá 7.000 m² e obras devem começar em até 30 dias

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Durante visita ao prédio atingido por um incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nesta quinta-feira (8/10), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 100 milhões para reconstruir o espaço e recuperar os laboratórios. O ministro também prestou solidariedade à comunidade acadêmica.
Para a compra de novos equipamentos, o ministro contou sobre uma parceria que afirmou ter firmado com os ministérios da Saúde e dos Transportes para suprir o prejuízo, estimado em R$ 100 milhões. “Todos os equipamentos dos laboratórios serão recomprados”, disse.
As causas do incêndio que destruiu laboratórios ainda são desconhecidas. Apesar de relatos de ameaças contra estudantes, as autoridades não confirmam a hipótese de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente.
Novo prédio
De acordo com o ministro, o novo espaço terá cerca de 7 mil m², superando os 3 mil m² da estrutura atingida, e utilizará um projeto executivo que já está pronto. Com um investimento de R$ 28 milhões, a expectativa é de que as obras sejam iniciadas em cerca de 30 dias, após a liberação da perícia.
Pesquisadores prejudicados
Barchini disse que as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado serão mantidas e estendidas pelo tempo necessário para evitar prejuízos aos alunos.
Para pesquisadores e doutorandos que já estão na fase final da tese, foi aberto um chamamento especial para o Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), para que possam realizar parte dos estudos em outros países. Estudantes de mestrado e professores também poderão acionar esse programa ou realizar parte da pesquisa em outras universidades brasileiras que se solidarizaram com a situação.
O ministro afirmou ter acionado a Polícia Federal após rumores de ameaças enviadas a estudantes da universidade ao longo da semana. Segundo ele, a PF abriu um inquérito para investigar o caso e as perícias já estão em andamento. “Já foram feitas, inclusive, oitivas de pessoas suspeitas que enviaram essas mensagens e pessoas que também ameaçaram a universidade”, completou o ministro.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves










