Luan Santana revisita carreira em show com mais de 40 sucessos
Canções como Meteoro, Sinais, Incondicional, As lembranças vão na mala e Pra você lembrar de mim compõem o repertório do artista.

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Por Mariana Reginato
Luan Santana traz para Brasília uma trajetória com todas as etapas da sua carreira.
Na maior turnê que realizou, o cantor percorre 19 anos de sua música no show Registro Histórico, que passará por 13 cidades no Brasil e por Miami, nos Estados Unidos. Colecionando sucessos com um repertório meteórico, Luan apresenta mais de 40 músicas em um palco 360° no Mané Garrincha neste sábado.
Canções como Meteoro, Sinais, Incondicional, As lembranças vão na mala e Pra você lembrar de mim compõem o repertório do artista. A primeira apresentação da turnê em Curitiba se transformou no décimo álbum ao vivo do cantor, com uma legião de fãs que o acompanham desde 2007.
Em entrevista ao Correio, o cantor fala sobre a decisão do repertório, a relação com os fãs e como voltar para o passado sem deixar de ansiar pelo futuro.
Entrevista com // Luan Santana
O Registro Histórico é um reencontro com todas as suas fases. Como foi organizar esse repertório?
Foi um processo muito especial, porque cada música carrega uma lembrança, uma fase, uma conquista e também uma parte de quem eu era naquele momento. Escolher o repertório foi quase como revisitar boa parte da minha própria história. Ao mesmo tempo em que eu queria contemplar músicas que são indispensáveis para os fãs, também precisava pensar na narrativa do show, para que tudo fizesse sentido e tivesse ritmo. É uma viagem por esses 19 anos, mas contada de uma maneira muito atual.
Ao retomar as suas músicas, o que você conseguiu observar sobre esses 19 anos de carreira?
Percebi o quanto eu mudei sem deixar de ser o Luan do início da jornada. Minha música amadureceu, minha forma de enxergar o palco também, mas algumas coisas continuam exatamente iguais: a paixão pelo que faço, a vontade de surpreender e a conexão com quem está do outro lado. Olhar para trás também me fez valorizar ainda mais cada passo, inclusive os desafios, porque todos eles ajudaram a construir o artista que eu sou hoje.
Você é um dos poucos artistas nacionais em que muitos fãs acompanham a sua trajetória desde o início. Qual a sensação de ter uma base de fãs tão forte?
É algo que eu não consigo explicar completamente em palavras. Tem gente que cresceu comigo, que viveu momentos importantes da própria vida ao som das minhas músicas e que continua ali depois de tantos anos. Isso é um privilégio enorme. O mais bonito é perceber que a nossa relação também foi amadurecendo. Eles me viram crescer, errar, aprender, mudar e construir minha família. Existe uma história compartilhada entre nós, e isso torna cada encontro ainda mais especial.
Desde o início da sua carreira, a estrutura dos seus shows é muito bem orquestrada. Qual era o seu principal foco para o palco do Registro? O que não podia faltar?
A prioridade era fazer com que o público se sentisse dentro dessa história. O palco precisava ter grandiosidade, mas sem perder a emoção. O Registro tem uma estrutura pensada para proporcionar uma experiência completa, e cada detalhe foi construído para valorizar as músicas e os momentos do show. E, claro, não poderia faltar a essência: aquelas músicas que fizeram parte da vida de tanta gente e que, quando começam a tocar, parecem transportar todo mundo para um determinado momento, inclusive eu.
Como tem sido viver essa turnê? Qual a sensação de passar pela sua carreira inteira quando sobe no palco?
É muito emocionante. Tem noites em que eu estou cantando uma música e, por alguns segundos, passa um filme na minha cabeça. Lembro de onde eu estava quando gravei, de como aquela canção nasceu, dos primeiros shows, das pessoas que estavam comigo. E, ao mesmo tempo, olho para a plateia e vejo que aquelas músicas ganharam novos significados na vida de cada pessoa. É uma sensação muito forte perceber que uma parte da minha história também virou parte da história de outras pessoas.
Depois de tantos anos de carreira, como você equilibra a vontade de preservar aquilo que já construiu com a necessidade de continuar se reinventando?
Acho que esse equilíbrio está em respeitar a minha essência e não ter medo de experimentar. Eu nunca quis ficar preso a uma fórmula. Ao longo desses anos, fui descobrindo novos sons, novas formas de produzir e de me apresentar, mas sempre tentando entender o que faz sentido para mim naquele momento. Preservar a história não significa viver no passado. Pelo contrário: significa ter uma base sólida para continuar avançando.
Quando você pensa em legado, o que gostaria que esse registro dissesse sobre o artista e sobre a pessoa que você foi ao longo dessa trajetória?
Eu gostaria que ele mostrasse, principalmente, que eu fiz tudo com verdade. Que sou artista que tem coragem de sonhar grande, de se reinventar e de continuar buscando o novo, mas que nunca esqueceu de onde veio. Como pessoa, espero que fique o respeito, o carinho e a maneira como sempre procurei tratar as pessoas que caminham e caminharam comigo. No fim, mais do que os números ou os grandes palcos, o que permanece são as histórias que a gente consegue tocar e as lembranças que deixa na vida de alguém.,
Turnê Registro Histórico - Luan Santana
Sábado, às 20h30, na Arena BRB Mané Garrincha (Eixo Monumental, SRPN, Asa Norte)
Ingressos disponíveis no Q2 Ingressos.










