Rede Clube FM

Herança das Casas Bahia: DNA põe fim a disputa de mais de uma década

Exame genético descarta vínculo entre empresário e suposto filho; decisão libera patrimônio bloqueado e permite a conclusão da partilha dos bens

Herança das Casas Bahia: DNA põe fim a disputa de mais de uma década
O empresário Samuel Klein (1923-2014), fundador das Casas Bahia crédito: Janete Longo- 20.nov.10/Folhapress

Por Redação Clube FM - Brasília

- Atualizado

Por Maria Dulce Miranda

A família de Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Júnior desistiu da ação de reconhecimento de paternidade contra Samuel Klein, fundador das Casas Bahia. A decisão encerra uma disputa judicial que se arrastou por mais de dez anos e paralisava o inventário do empresário, que morreu em 2014.


Um exame de DNA realizado em 1º de abril de 2026 descartou o vínculo biológico entre Moacyr e Samuel Klein. Após a divulgação do resultado, a viúva e os filhos de Moacyr assinaram uma renúncia material e processual, solicitando o cancelamento das restrições impostas sobre os bens.


A Justiça mantinha bloqueado 1/8 do patrimônio enquanto o caso era analisado. Enzo Gorentzvaig, gestor da cota hereditária de Saul Klein desde 2022, afirmou que os exames genéticos afastaram definitivamente a alegação de filiação, permitindo a conclusão da partilha entre os herdeiros.

A resolução do caso levou o termo “herança” à lista dos mais buscados no Google Brasil. Nas últimas 24 horas, houve um aumento de mais de mil por cento nas pesquisas, segundo o Google Trends.

A prova material ocorreu no Imesc (Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo). O laudo de 14 de julho apontou 25,01% de probabilidade de parentesco pelos marcadores autossômicos, mas a análise do cromossomo Y, transmitido de pai para filho, revelou exclusão em treze pontos entre Saul Klein, filho de Samuel, e Mikhael, neto de Moacyr. Esse resultado indica que ambos não descendem do mesmo homem.

Além disso, um exame particular apresentado por Saul também apontou a ausência de vínculo genético.

Histórico da disputa judicial

Agustinho Júnior, nascido em Santos em 1976, iniciou a ação para provar que era filho de Klein, fruto de um relacionamento do empresário com uma ex-funcionária. Em 2016, a Justiça determinou a reserva de uma porcentagem dos bens até o julgamento da paternidade, o que travou a partilha da herança.

A família de Agustinho Júnior constava no inventário como "terceiros interessados", sendo beneficiada pela reserva de 1/8 dos bens. A renúncia da família também foi protocolada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a ação de paternidade aguardava o julgamento de um recurso. Ambos os pedidos ainda dependem de homologação.

A partilha de Samuel Klein também é contestada por Saul Klein desde 2023. Ele alega que o patrimônio deixado pelo pai era maior do que o declarado em um testamento de 2013, que dividiu cerca de R$ 500 milhões.


Baixe o App da Clube e fique por dentro de tudo, o tempo todo.

O aplicativo de rádio mais legal da internet. Acompanhe a sua Clube em qualquer lugar!

Baixar na App StoreDisponível no Google Play
App Clube FM

Clube Maníacos

Cadastre-se e concorra diariamente ao Kit Clube Maníaco com camiseta, boné, garrafinha e caneca.

Ao se cadastrar você concorda em receber nossos e-mails com novidades, conforme a nossa política de privacidade.

CLUBE FM105.5 FM